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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Caso Geraldo Bichara

Dia 26 de agosto de 1962, Geraldo Bichara, na época com 18 anos de idade, iria montar guarda na 13º Circunscrição Militar de Três Corações (MG), na Escola de Sargentos das Armas (ESA). O que se segue é um típico caso de abdução que foi trazido "à tona" graças ao pesquisador Ubirajara Franco Rodrigues (ver O Caso Varginha). Uma das características mais comum dos casos de abdução é o"lapso de tempo" – a vítima tem a impressão que teria desaparecido de sua consciência um determinado tempo que pode variar de algumas poucas horas a vários dias (ver Travis Walton). Este caso foi abordado na revista Ufo 05 e posteriormente no livro de Ubirajara Franco Rodrigues "Na pista dos UFOs", lançado pela Biblioteca Ufo.
A guarda de Geraldo Bichara correspondia da meia-noite até as duas da manhã. Pelas declarações iniciais de Geraldo, logo após de ele assumir o posto teria ocorrido um blackout na região e, logo em seguida, ele teria sido paralisado por um foco de luz durante alguns minutos. Após ter ocorrido tais fatos, o foco de luz teria desaparecido e ele se recuperou do estado de paralisia. O incidente teria demorado, na melhor das hipóteses, uns 10 a 15 minutos. No entanto, logo após o término do incidente insólito, chegou a sua rendição, o que significa que já seria por volta das 02:00 horas da manhã. Fica claro que teria acontecido muito mais do que Geraldo conseguia se lembrar, uma vez que o fato teve duração de quase todo o expediente de sua guarda (da meia-noite às duas horas da manhã). O próprio Geraldo desconfiava que, pela lógica, desapareceu de sua memória uma boa parcela dos acontecimentos.

Na época que ele teria sido investigado por Ubirajara (dia 08 de julho de 1980), Geraldo Bichara já tinha completado 44 anos de idade. Por sua livre e espontânea vontade, Bichara se dispôs a ser submetido a algumas sessões de hipnose regressiva para tentar resgatar o que, provavelmente, havia desaparecido de sua memória. Para realização das sessões de hipnose, Ubirajara recebeu assistência do professor José Julio Rodrigues, que na época era presidente do Centro Varginhense de Pesquisas Parapsicológicas (CEVAPPA). Eis o que foi apurado:

Geraldo Bichara tinha assumido o posto a meia-noite. Quando ele estava rondando os recintos da ESA e se encontrava próximo da veterinária, aconteceu um blackout. Do local onde ele estava era possível ver a fabrica da Nestlé que também tinha ficado na mais absoluta escuridão. Logo em seguida, Geraldo avista uma luz azulada que atingia o chão e teria como origem num objeto no qual, devido à escuridão, não foi possível distinguir seus detalhes.

Bichara percebeu uma agitação incomum dos cavalos das baias, pois eles bufavam e faziam um barulho como se estivessem raspando as ferraduras no chão e batendo os peitos na madeira. As portas de aço da garagem da seção de engenharia faziam um barulho enorme devido à vibração, tal qual o barracão que estava a sua retaguarda. Nesse barracão havia canoas metálicas e, pelo som emitido, dava a impressão que elas estavam atritando umas nas outras. Neste momento, ele grita
chamando os outros guardas que estavam presentes na ESA e não foi atendido. Geraldo percebe que a luz estava se movimentando: " (...) uma coisa clareando! Está clareando a porteira da seção de veterinária! Passando por ela! Agora iluminou o potreiro... a luz vai indo do lado de lá da cerca, perto da estradinha das árvores. Está chegando perto da beira do rio".

Geraldo Bichara estava completamente paralisado. Ele mal conseguia olhar para cima para tentar ver o agente causador da luz. O pouco que ele conseguiu observar permitiu distinguir algumas peculiaridades do UFO: tinha forma de disco com uma saliência na parte superior. "Parecia um caramujo com a boca para baixo". Estando paralisado, ele não conseguiu usar seu fuzil e nem sair correndo de lá. De repente ele percebe algo segurando seu braço. Era a mão de alguém baixo que usava um macacão cor de abóbora com uma carapuça na cabeça. Havia uma outra criatura que também estava usando macacão cor de abóbora no seu lado esquerdo. Eles o levaram em direção do UFO, no qual Bichara percebeu que tinha uma escadinha. A escada estava revestida com uma espécie de couro que também tinha cor de abóbora.

Aparentemente, eles subiram e entraram no UFO. Lá dentro, as criaturas deitaram Geraldo Bichara e realizaram uma série de procedimentos que se supõe ser exames médicos (vale ressaltar que estamos descrevendo o testemunho de Geraldo Bichara sob hipnose – há momentos que não são totalmente claros). Há algumas descrições dos seres e do interior do disco, porém a impressão que se tem é que tudo está bastante vago, o que é completamente compreensível e até comum nestas circunstâncias.

Geraldo, então, descreve um aparelho que estaria se aproximando de sua cabeça: " (...) parece uma caixa de marimbondo. Um chuveiro com uma porção de bicos". Posteriormente, algo havia sido colocado na sua boca que tinha um sabor bastante desagradável. Geraldo pediu água e, vendo que não estava sendo atendido, começou a reagir de maneira bastante hostil: " (...) Água! Arrume água! Faça o favor! Faça o favor! Filho da puta! Pedi água para ele três vezes para lavar esta bosta aqui! Um melado misturado... Amargoso! Estou descendo dessa merda aqui... Vou descer sim". Geraldo Bichara consegue descer da mesa em que se encontrava, porém ele continuava deitado no chão. Ele pegou o fuzil que deveria estar próximo. Um detalhe bastante curioso nesta história é que as pessoas, no momento de suas abduções, parecem estar sob uma espécie de controle, talvez hipnótico. No momento que Geraldo teria reagido, este controle pareceu não estar tão efetivo, como se a reação de Geraldo fizesse que a eficiência desse controle se comprometesse – pelo menos em alguma parte. Nestas circunstâncias, Geraldo teria inclusive conseguido se sentar e ficava ameaçando os seres com o fuzil na mão.

As criaturas chegaram tentar arrancar o fuzil dele sem obter sucesso. Geraldo teria se acalmado devido a um outro ser que não tentou arrancar o fuzil dele e, aparentemente, pedia que ele entregasse de uma forma mais amistosa: " (...) Vou dar o fuzil pra vocês, graças a ele aí do meio! Eu que não estou podendo mexer direito ainda, mas faço bagunça com essa baioneta aqui". Finalmente Geraldo Bichara é devolvido ao posto de guarda. Ele ainda pôde ver o objeto se afastar e sumir. Logo em seguida, o blackout teria terminado e as luzes se acenderam. Foi nesse momento que chegava a sua rendição.

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